Árvore Rolante | 07Fev2010 07:50:00

Caminhava eu, no interior de uma árvore rolante,

Totalmente coberta de lampiões, às faíscas,

Que iluminava um bando de crocodilos que festejavam

Um aniversário da sua existência.

Quando inesperadamente sou ultrapassado por um

Simpático leopardo de duas patas, a uma velocidade

Que quase me parecia um ciclone, suspenso no ar,

Transportando consigo centenas de bruxas e

Feiticeiros, com dezenas de sacos abarrotados

De sexos, às suas cabeças

- Fruto de um assalto a um palácio de prostituição,

Nos arredores da cidade fixa.

Entretanto, seguia eu o meu percurso perante uma

Floresta sorridente, venho espontaneamente a ser

Sobrevoado por numerosos enxames de abelhas

Em busca dos intrusos ladrões, a fim dos mesmos virem

A ser capturados.

No entanto, através de uma notícia da rádio, fui

Assistir a uma final de futebol entre as duas mais

Famosas equipas do universo,

Em que perante o meu acérrimo silencio,

Olho um dos treinadores aos gritos de trovão

Com uns gigantes binóculos aos ziguezagues, coloridos,

Voltando para o banco dos suplentes, fazendo entrar

Um atleta com noventa e cinco centímetros

De altura, totalmente pelado, a fim de converter uma

Grande penalidade.

Correndo este para a bola a uma velocidade

De duzentos quilómetros hora, saltando-lhe a perna,

Indo esta colidir com o guarda-redes.

Tendo este, morte imediata.

Fazendo-se o jogador desaparecer misteriosamente

                                   Com a perna ficando aquela multidão de gente

                                   Estática em estado de inconsciência de bocas

                                   Abertas para o ar.

 

 

                                             


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