Solidão | 16Jun2009 08:00:00
Sinto o mundo a bombardear
Sinto clarões no ar
Sinto anjos a gritar
Sinto vendavais a arrastá-los.
Logo eu sinto uma amnistia
A transformar este mundo
Em paz, amor e alegria.
E o mundo jamais poderá ver
Esses anjos a gritar
As carroças a voar
Os comboios suspensos no ar
Os aviões a nadar
As formigas a fumar.
- E eu?
Eu, carregado de ouro e amor para dar,
Já estava fatigado de gritar,
De gritar deste buraco,
Já sem esperança de ver o mundo
Se transformar para amar.
Quase morria no buraco esquecido
Com a fortuna que trazia comigo
Sem o mundo me deixar dar.








