A Noite Invernal | 06Fev2010 07:40:00

Era uma noite invernal que instantaneamente

Se transformara de azul carregado de estrelas.

Lembro-me que dei por isso quando um cão já

Velho e vadio me veio convidar para a rua.

A partir daí, comecei por raios de mel

Que se faziam penetrar ferozmente nas partes superiores da

Minha espécie.

Eu, num relâmpago passava a ser homem lúcido e

Consciente começando por sentir o mundo habitado

Por anjos que tropeçavam nos metais mais

Preciosos que a minha fértil lucidez sentia.

Recordo que o denegrido silêncio das ruas e dos

Cafés que pairava, cessava e jamais era recuperado.

Procurei festejar com os seres da minha espécie

Essa inesquecível noite, entre os maravilhosos raios

De mel que não deixavam de cair.

De repente, toda a multidão voou num relâmpago

Através de foguetes que tinham sido mandados pelo

Barco da meia-noite que se encontrava no alto mar.

Quando o foguete me veio buscar, deixei-me ir

Com ele, suavemente. Quando lá cheguei deparei

Com o redor do barco embelezado com lindas

Cidades, vilas e aldeias.

O único arranha-céus lá existente era um comboio

De quinhentos andares, sendo o mesmo habitado

Por poetas e pintores onde os peixes voadores lhes

Fornecem os materiais através dos seus satélites

Fabricados por eles, entre as ondas quando

As mesmas se fazem sentir.

Lembro-me que quando acabava de fazer a visita

Ao comboio, fui abordado e abraçado por um

 Homem que aparentava os seus noventa e tal anos

Que habitava no interior de uma árvore carregada

De todo o tipo de frutos, e que fumava um

Cachimbo com cerca de cinco metros

De comprimento, projectando toneladas de cores

Para o exterior, dizendo-me que as fabulosas cores

Que o mesmo deitava, asseguravam as comunicações

Telefónicas para o barco, como para as restantes

Localidades do país.

                                                

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