A Noite Misteriosa | 10Fev2010 07:50:00

Apareceu uma noite misteriosa onde se poderiam

Ver abundantes pedras preciosas,

Que inesperadamente saltavam para as mãos

De crianças, vagabundos da rua.

Apareciam árvores que transportavam cabeças

De anjos que deslizavam em suas pétalas.

Apareciam carrinhos de mão carregados

Com orquestras de bichos em ouro, que desfilavam

 Em cânticos, silenciosas.

Apareciam peixes de outros mundos

Que se cumprimentavam uns aos outros.

Apareciam víboras professoras a darem aulas

Aos seres da minha espécie.

Apareciam tapetes rolantes que levavam

Mensagens nocturnas para ambas as margens.

Apareciam barcos abarrotados de santos, vindos

De planetas estranhos que acabavam por se afundarem.

Apareciam mantos de cabeças de baratas brilhantes

Que faziam iluminar a noite.

Apareciam minhocas selvagens suspensas no ar,

A manterem a sua segurança para a terra.

Apareciam urnas voadoras transportando cadáveres

Que pediam desculpa pelas suas ausências.

Desapareceu a noite,

Com o céu coberto de pensamentos lúcidos,

Irmanados pelas cabeças dos anjos

Que permaneciam em suas árvores,

À superfície das águas.

                                             

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